A realidade aumentada no centro de ciências itinerante “Ciências Sob Tendas”:

tecnologia auxiliando a popularização da ciência

Autores

Palavras-chave:

Realidade Aumentada, Museus e centros de ciências, Saúde, Popularização da ciência, Tecnologias educacionais

Resumo

Nas últimas duas décadas tem-se observado uma significativa expansão de ações relacionadas a popularização da ciência no Brasil como a criação de museus e centros de ciências, surgimento de sítios da internet especializados, publicação de livros e organização de eventos. Deste modo, considerar a inserção de tecnologias nos processos educacionais, principalmente, no que diz respeito aos jovens e crianças, trata-se de uma demanda não só pela construção do conhecimento científico que desperte um maior interesse pelo público visitante, mas também pelo contexto social de desenvolvimento tecnológico em que o Brasil se insere. O objetivo desse artigo é refletir sobre o uso da Realidade Aumentada na popularização da ciência. Para tanto, analisamos os resultados obtidos na atividade “Ser humano” realizada no centro de ciências itinerante, o Ciências Sob Tendas (CST) que é um programa de extensão pertencente à Universidade Federal Fluminense (UFF) com o público de ampla faixa etária. O Conectivismo é o pressuposto teórico deste trabalho, que é caracterizado por ser um estudo exploratório qualitativo apoiado em observação como forma de investigação. Na atividade “Ser humano” foram utilizados aplicativos de realidade aumentada em dispositivos móveis, associados a um modelo anatômico, que permitiu a visualização e funcionamento de órgãos humanos tridimensionais. A Realidade aumentada ajudou a despertar a curiosidade do público visitante de diversas idades de maneira prazerosa e participativa, contribuindo para o acesso à ciência das comunidades locais. Os resultados reforçam a literatura que aponta a Realidade Aumentada como uma ferramenta promissora na popularização da ciência e da tecnologia, inclusive em centros de ciências itinerantes.

Biografia do Autor

Roberta Pires Corrêa, Programa de Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde, Instituto Oswaldo Cruz - Fundação Oswaldo Cruz (IOC / Fiocruz)

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde, Instituto Oswaldo Cruz - Fundação Oswaldo Cruz (IOC / Fiocruz), Rio de Janeiro, Brasil. É integrante do Laboratório de Antibióticos, Bioquímica, Ensino e Modelagem Molecular (UFF) e do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Maria Lídia Oliveira Valim Coutinho Pereira , Universidade Federal Fluminense

Graduada em Ciências Biológicas da Universidade Federal Fluminense e divulgado científica no Ciências Sob Tendas, Niterói, Rio de janeiro.

Luciana Souza Afonso , rograma de Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde, Instituto Oswaldo Cruz - Fundação Oswaldo Cruz (IOC / Fiocruz)

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde, Instituto Oswaldo Cruz - Fundação Oswaldo Cruz (IOC / Fiocruz). É integrante do Laboratório de Antibióticos, Bioquímica, Ensino e Modelagem Molecular (UFF).

Gustavo Henrique Varela Saturnino Alves , Programa de Pós-Graduação em Ciências, Tecnologias e Inclusão na Universidade Federal Fluminense

Pesquisador bolsista da Coordenação de Educação e Popularização da Ciência (COEDU) do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), Pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciências, Tecnologias e Inclusão na Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro.

Helena Carla Castro , Universidade Federal Fluminense

A pesquisadora coordena o Laboratório de Antibióticos, Bioquímica, Ensino e Modelagem molecular (LABiEMol) na Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro. Professora Titular do Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (IB-UFF), e é vice-diretora do referido Instituto. Membro permanente deste programa além dos Programas de Pós-graduação em Patologia e de Ciências, Tecnologias e Inclusão da Universidade Federal Fluminense e membro colaborador do Programa de Pós-graduação em Ensino de Biociências e Saúde (Fiocruz-RJ) e do curso de Mestrado Profissionalizante em Diversidade e Inclusão (IB-UFF)., Tecnologias e Inclusão, Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de janeiro, Brasil.

Lucianne Fragel Madeira , Universidade Federal Fluminense

É professora Associada do Departamento de Neurobiologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisadora chefe do Lab. Desenvolvimento e Regeneração Neural e membro das Pós-graduações stricto sensu em Neurociências, em Ciências e Biotecnologia e em Ciências Tecnologias e Inclusão desta instituição. 

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Publicado

2022-07-01

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Seção

Artigos