A pandemia kafkaniana de Saramago

Uma análise sobre a negação da morte na sociedade contemporânea

Autores

Palavras-chave:

Morte, Literatura, Psicologia, Mídia Eletrônica, Corpo

Resumo

O presente artigo tem como objetivo fazer uma reflexão do comportamento de negação da morte na contemporaneidade. Alguns dos principais sintomas dessa incapacidade humana de lidar com as antinomias inerentes à sua própria existência são os fenômenos pandêmicos, incluindo o COVID-19. Muitos autores de ficção profetizaram tais acontecimentos em seus trabalhos e como exemplos de alguns deles podemos citar Franz Kafka, Albert Camus e José Saramago. O presente estudo, metodologicamente, é uma pesquisa documental e bibliográfica. A metodologia escolhida foi coleta bibliográfica e documental, que se funda em diversas fontes como livros de romance, livros de divulgação científica e periódicos. Especificamente, para a presente reflexão escolhemos como pano de fundo a obra de Saramago intitulada “As intermitências da morte”. Ao longo do texto traçamos paralelos com ideias e conceitos de autores das áreas da filosofia, antropologia, teoria da comunicação e psicologia a fim de discutir a escassez da capacidade simbólica e imaginativa humana que lida com o fenômeno da morte.

Biografia do Autor

Jose Luiz Balestrini Junior, UNIP

Mestrando em Comunicação e Cultura pelo PPGCOM da Universidade Paulista UNIP, São Paulo; Formado em Psicologia pela Universidade de São Paulo; Especialista em Psicologia Junguiana e membro docente do Instituto Junguiano de Ensino em Pesquisa; Especialista em Medicina Tradicional Chinesa; Membro do Grupo de Pesquisa Mídia e Estudos do Imaginário, São Paulo; Áreas de Interesse: Imaginário, Sonho, Comunicação, Mitologia, Tecnologia. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2631777115552936 

Leonardo Torres, Universidade Paulista, UNIP

Doutor em Comunicação e Cultura pelo PPGCOM da Universidade Paulista UNIP, São Paulo. Autor de periódicos como:  O zumbi no imaginário mediático: Zumbi e Pulsão de Morte na Sociedade Mediática (E-COMPÓS); Imaginário e Contágio Psíquico (INTEXTO); Contágio Imaginário: comoções coletivas da Grande Mãe nos rituais marianos (PAULUS).   Sobre simulacros: a (im)potencialidade arquetípica do imaginário tecnológiconuminoso da tecnologia da comunicação (MEDIAÇÃO). Capítulo de Livro: Uma Síntese das Ideias de Beltrão sobre Igreja e Jornalismo. In: José Marques de Melo, Marli dos Santos.. (Org.). Mutações na Comunicação: ampliando as fronteiras do Jornalismo Luiz Beltrão. 1ed.São Bernardo do Campo: Universidade Metodista. Membro do Grupo de Pesquisa Mídia e Estudos do Imaginário, São Paulo. Foi no mestrado e doutorado agraciado com bolsa PROSUP-CAPES. Área de Interesse: Imaginário; Contágio Psíquico; Mitologia; Comunicação; Tecnologia. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1932744939620706 

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Publicado

2021-07-01

Edição

Seção

Artigos