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Protagonismo e resistência de mulheres afrodescendentes no Instagram

Autores

Palavras-chave:

Instagram, Sexismo, Racismo, Respostas Educativas

Resumo

A sociedade brasileira continua com problemas de discriminações raciais e de gênero contra as afrodescendentes. Neste contexto, com as possibilidades de interação e criação de conteúdo oferecido pela internet, é cada vez mais evidente que algumas mulheres brasileiras afrodescendentes estejam produzindo respostas objetivas aos racismos e sexismos em espaços digitais. Para se debruçar sobre este problema, resumido na inquietação de “Como mulheres afrodescendentes têm se utilizado do Instagram, rede social de compartilhamento de fotos e vídeos, para desenvolver mensagens/lições contra racismos e sexismos?” buscou-se identificar e discutir as possibilidades educativas, respostas (conteúdos) produzidas no Instagram por mulheres de descendência africana. A rede social Instagram foi escolhida devido ao seu fácil acesso e pouco consumo de dados móveis, onde foi analisado dois perfis, @pretinhasleitoras e @descobrindoahistoriapreta. Serviu como base de orientação teórica, contribuições das/os seguintes autoras/es, Sueli Carneiro (2005) e Boaventura de Sousa Santos (2007), quando tratam do epistemicídio; Grada Kilomba (2019), Kimberlé Crenshaw (2002) e Lélia Gonzalez (1988) sobre a interseccionalidade de gênero e raça; Edméa Santos (2015) e Manuel Castells (2003), com apontamentos sobre internet e cibercultura; Paulo Freire (2014) e Carlos Rodrigues Brandão (2007) ao discutirem educação transformadora e educações no plural.  Concluiu-se que as respostas produzidas pelas mulheres afrodescendentes deste estudo contra opressões históricas têm significados que demonstram e estimulam práticas educativas diferenciadas repletas de acolhimento, fortalecimento e conhecimentos que humanizam.

Biografia do Autor

Emanuella Geovana Magalhães de Souza, Universidade Federal do Piauí

Doutoranda em Educação - Programa de Pós - Graduação em Educação da Universidade Federal do Piauí (PPGED - UFPI). Na mesma instituição obteve o título de Mestra em Educação.  Integrante do Núcleo de Estudos-Pesquisas sobre gênero, educação e afrodescendência (RODA GRIÔ-GEAfro).

Srta. Odilanir Leão, Universidade Federal do Piauí

Mestranda em Educação - Programa de Pós - Graduação em Educação da Universidade Federal do Piauí (PPGED - UFPI), Especialista em Gestão e Educação Ambiental Pela Universidade Estadual do Piauí - Núcleo de Educação a Distância.  Integrante do Grupo de Estudos-Pesquisas sobre gênero, educação e afrodescendência (RODA GRIÔ-GEAfro). E-mail: odilanir.ac@gmail.com. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0863227520242722. Nº ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1689-7380

Sr. Francis Boakari, Universidade Federal do Piauí

Pós-doutorado na Auburn University; Professor da Universidade Federal do Piauí, atuando no Departamento de Fundamentos da Educação (DEFE) e Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED), desenvolve trabalhos referentes às questões raciais e das afrodescendências, e coordena o Núcleo de Estudos-Pesquisas sobre gênero, educação e afrodescendência (RODA GRIÔ-GEAfro). E-mail: musabuakei@yahoo.com. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8595766452722585. Nº ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5786-2387

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Publicado

2021-07-01

Edição

Seção

Artigos