Presenças negras e a ordem colonial: racismos e resistências no espaço acadêmico

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Resumo

Este artigo discute os modos como as interações individuais de acadêmicas(os) negras(os) se relacionam, mais amplamente, com a configuração coletiva de conflitos e tensões raciais nos espaços educacionais, bem como sobre os obstáculos e impactos da produção de conhecimento negro e decolonial nas universidades. Inspirada pelas práticas de feministas negras, relaciono minhas vivências nesse espaço à teoria, junto a relatos de estudantes negros reunidos na hashtag #MeuProfessorRacista e reflexões de outras intelectuais negras sobre o tema. O artigo evidencia algumas das formas como o racismo e a resistência negra emergem em nossas vidas acadêmicas e como a análise das experiências narradas pelas pessoas negras em espaços de construção do saber, visibilidade e poder revela correlações com a dimensão coletiva do pertencimento negro e com os esforços pela descolonização do conhecimento.

Biografia do Autor

Lucianna Furtado, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutoranda e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGCOM-UFMG), na linha de pesquisa em Processos Comunicativos e Práticas Sociais. Graduada em Comunicação Social – Publicidade pela mesma instituição. Integrante do Coragem - Grupo de Pesquisa em Comunicação, Raça e Gênero. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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Publicado

2020-09-21

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Artigos