Labirintos e desafios da Arte Moderna

Autores

  • Drª Olga de Sá

Palavras-chave:

Estética; Semiótica; Arte Moderna

Resumo

Na sua raiz etimológica, a estética, do grego antigo, ligada à esfera da aisthesis (sentimento), foi distinguida e até mesmo oposta à esfera do conhecimento intelectual (nous) ou noética. Assim, as características estéticas não estão apenas na harmonia, proporção e clareza do objeto, mas também no assunto. O prazer estético já tem a marca de equilíbrio, distinto do uso pragmático ou consumo utilitário. Ao longo da História da Filosofia, até a criação da Estética como disciplina filosófica, no século XVIII por Baumgarten, apresenta-se como harmonia, proporção, brilho formal e prazer desinteressado, que sempre foram associados à beleza de um objeto e seu prazer pelo sujeito. Na arte moderna, estas normas foram contestadas e diluídas. A Semiótica, enfatizando os processos de leitura do objeto artístico e sua riqueza de significados, transformou o estudo da Estética, em campos de interpretação (ou hermenêutica) e semântica. Estas mudanças e novas abordagens, longe de mutilarem os estudos sobre arte, mais os encorajaram e multiplicaram.

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Publicado

2021-06-29

Edição

Seção

Artigos